sexta-feira, 20 de novembro de 2009

será que a vaidade compensa?

"é, eu pensei também em mais pra frente, tatuar um morango do lado direito do corpo e uma pimenta do lado esquerdo. no quadril, talvez, aqui, onde pega a calcinha, sabe?"

eu hoje, conversando com um amigo no msn, reclamei que tá doendo pra colorir minha tattoo. aí ele disse: "como você sabe, a beleza às vezes exige um pouco de sacrifício".
peraí, um pouco? não, é muito, mesmo!! depilar dói, fazer tattoo dói. furar a orelha dói. unha encravada dói. e não é só dor. imagina que você precisa substituir a coxinha de frango com catupiry + coca-cola de 1 real por uma maçã. é bom isso? fala sério!
e acordar às 6 da manhã pra entrar numa sala com luz de boite pra fazer spinning? isso porque você precisa queimar as calorias da cox... quer dizer, da maçã. até que o spinning eu gosto. o foda é a maçã no lugar da coxinha.
e a grana? desenbolsar 40 reais pra fazer uma queratinização, pra ver se o cabelo fica menos parecido com palha.

isso tudo pra você chegar no rock, encher a cara de absinto, ganhar uma sopradinha (tava quente demais!) nas costas do Rei, mas no fim da noite - ou melhor, no início do outro dia - não poder cair na piscina do Grande Hotel Ouro Preto com ele, porque tá menstruada.
Rá! Descobri porque eu tô de mau humor hoje...

descoordenada

depois que saí de lá, decepcionada comigo e com a falta de sorte (é, não era meu dia), fiquei ainda com a voz dele na cabeça. ele tem voz de malandro. no caso dele, de mano. quase nenhuma característica dele me interessa. a não ser o olhar. ele olha diferente. parece que tá olhando mais fundo. mas eu sei que ele não me enxerga bem. ninguém enxerga, por que ele enxergaria?
saí de lá pra almoçar, sem fome. nem a coca eu tomei direito. bateu tristeza assim, do nada... será que misturou tudo com a ressaca? tosse, medo, nervosismo. e eu com uma sensação de que o mundo só tem me feito de boba. parece que eu tenho me iludido além da medida. de novo, essa droga de ilusão! essa coisa que me ronda. tem hora que é tudo tão intenso, que chego a pensar na possibilidade de ser tudo, mas tudo mesmo, pura ilusão.
deu vontade de chorar agora. deu preguiça. nem sumir adiantaria. talvez eu esteja precisando de um colo. talvez um porre. mas sem muita gente. talvez eu, comigo mesma.
esse verão queimando minhas costas. e eu por dentro com desejo de inverno e chuva. uma tempestade triste durante a madrugada inteira aqui em mim. mas eu tava querendo tanto esse verão... por que isso, então?
agora eu tenho é medo. não sei mais se quero que acabe tudo logo. nem sei, na verdade, se quero que comece.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

só saudade

inspirado no texto da Mila, do Em Cima do Salto Agulha, link ao lado.

eu quero sentir saudade de você e de nós. só saudade.
lembrar dos domingos no sofá de casa. das manhãs de amor escondido. da sua cama (a melhor do mundo). do cheiro. da sua cara de apaixonado. das suas cartas de amor.

ainda dói. ainda se faz um nó terrível na minha guela. é difícil entender.

mas eu sei que o que resta é mesmo a saudade. porque passou, tenho que admitir.

o seu cheiro mudou. a sua cama mudou. as manhãs se transformaram em madrugadas. e você agora só me escreve emails.

nós agora somos outros. talvez você tenha se transformado no que eu nunca quis que você fosse. o contrário do que eu achava que você era. muito diferente do que você parecia ser. e eu, ainda não me descobri. mas estou aqui me re-inventando. nascendo, já disse.




sexta-feira, 13 de novembro de 2009

verão

cerveja mais gelada.
roupa mais curta.
música mais alta.
sorriso mais aberto.
corpo mais quente.

então anda logo e vem me refrescar.

adoro verão!!
:P

domingo, 8 de novembro de 2009

o tempo!



para os historiadores, é fundamental. como diria a Helena: "deve ser entendido como volume, não apenas como linha, já que é uma base que nos sustenta". mas eu não sou boa pra falar sobre isso... definitivamente, me encanta, mas não sou boa nisso! quantas aulas dessas me surpreenderam, quantas vezes eu me vi mergulhada, rendida por aquelas palavras. não sei nem chegar perto de explicar o que eu senti.

"a gente nem sabe se ele existe"
essa frase, dita por ela, quando eu ainda era uma aluna do primeiro período. mais uma a ser reprovada por ela. mal sabe ela do quanto ela foi importante pra mim. hoje, consigo ver sentido em quase tudo que ela diz. e me fascino cada vez mais. Helena, minha professora. a mulher que da qual eu vou lembrar pra sempre. e como uma coisa que eu nem sei se existe pode siginificar tanto pra mim?

pra mim o tempo é renovação. a certeza de que o próximo minuto vai ser diferente, me dá coragem. eu tenho a esperança de que vai ser melhor (abandonando tudo que eu aprendo com a Helena).
o tempo é o que me dá coragem de continar seguindo. e de mudar o rumo, quando for preciso.

quando resolvi fazer a tatuagem, não sabia o quanto ela se apropriaria de siginificado. hoje, ela representa um momento extremamente marcante pra mim. sabe quando você sente que vai se lembrar de tudo isso pra sempre, não apenas por estar marcada fisicamente?
pois é, aconteceu tudo em um momento que eu sinto ser um dos mais importantes da minha vida. e a coragem de fazer, é a coragem que eu estou aprendendo a me permitir ter, pra tudo que for preciso. mesmo que doa, eu preciso. eu preciso passar pela dor, pra chegar ao prazer. não há nada melhor do que a sensação de prazer que vem depois. depois que a gente percebe que pode fazer aquilo que quer e que precisa.

a foto é de verdade, eu sou de verdade. essa noção de existir é tudo. porque eu, (in)felizmente existo.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

sabe o que eu acho?

pra mim não tem essa de que "homem é tudo palhaço" e "mulher é um bicho burro mermo". nós somos seres humanos. homem ou mulher, não importa. todo mundo trai e é traído, se decepciona e é decepcionado, beija por beijar, transa por transar, se apaixona, se joga, e cai, se machuca, sofre. não tem saída. não existe um manual de comportamento perfeito pra mulher e nem pro homem.

todo mundo tem o direito de fazer coisas erradas. todo mundo tem o direito de fazer escolhas erradas. o que o outro sente, só ele pode saber. não adianta a gente querer decifrar. odeio quando alguém vem com aquele papo de que mulher que dá no primeiro encontro é puta. ou então de que homem que chega junto na primeira vez é canalha.

cada um sabe o que pode, o que quer e o que deve fazer da vida. o fato de eu ter dado pra um cara que eu conhecia há menos de 2 horas, não siginifica que eu não possa me apaixonar por um cara bacana, gostar dele de verdade, respeitá-lo e ter um relacionamento sério como uma outra pessoa qualquer.

não é a mulher que está querendo ter postura masculina, achando que pode sair por aí pegando qualquer um. é o mundo todo que está mais liberal. essa liberdade sexual não é só pra mulher. é pro homem também, claro. não quero defender nem homem, nem mulher. cada um deve fazer o que achar melhor pra si, e assumir as consequências. mas o respeito deve vir de nós mesmos. não dá pra esperar que ninguém nos respeite, se nós mesmos não o fizermos.

pra mim, o que importa é o que a minha consciência vai dizer no dia seguinte. e não o que o outro vai pensar de mim. como dizem por aí, "o que os outros pensam é problema deles"

p.s.: quero deixar claro que adoro o conteúdo dos blogs que eu citei no texto e que os leio sempre e me divirto muito! respeito muito a opnião de cada um, mas tenho a minha.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

sem poesia

queria falar bonito. encher as palavras de laços e flores. mas não dá.
acabou o estoque de glitter aqui hoje. e o tempo ruim tá me dando preguiça de ir comprar.
alguém invejou o meu jardim e arrancou todas as flores que eu tinha palntado. eu planejei colher todas as manhãs, uma rosa vermelha pra me enfeitar pra você. mas você nem quis saber...

você foi buscar o perfume de outros jardins.

"quando você me quiser rever
já vai me encontrar refeita, pode crer"